Masculinidades criminalizáveis: gênero nas trincheiras da Guerra às Drogas

Autores

  • Yanaê Maiara Meinhardt Universidade Federal de Santa Catarina
  • Adriano Beiras UFSC
  • João Manuel de Oliveira Centro de Investigação e Intervenção Social do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL).

Resumo

Este ensaio discute a relação entre masculinidades, colonialidade e política antidrogas no Brasil, por meio da articulação entre os estudos críticos à política antidrogas, estudos de gênero e das masculinidades, teoria queer/kuir e estudos decoloniais. Através da análise crítica sobre a criminalização massiva de homens negros promovida pela retórica do envolvimento com tráfico de drogas, argumentamos que a política antidrogas é uma expressão da colonialidade e uma tecnologia de gênero que regula o campo de aparecimento e reconhecimento das identidades através da Guerra às Drogas. Frente à isso, conceituamos a noção de masculinidades criminalizáveis, em referência à experiência racializada de gênero produzida através dos processos de criminalização.

Biografia do Autor

Yanaê Maiara Meinhardt , Universidade Federal de Santa Catarina

Bacharel em Psicologia, Psicóloga clínica e social. Mestra em Psicologia Social e Cultura. Interesses de pesquisa: estudos de gênero, feminismos, teorias queer/kuir/cuir/cu, violências de Estado, estudos decoloniais, pós-coloniais e anticoloniais, esquizoanálise.

João Manuel de Oliveira, Centro de Investigação e Intervenção Social do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL).

Investigador integrado no Centro de Investigação e Intervenção Social do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). Foi Professor Visitante Associado no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, vinculado ao Grupo de Pesquisa Margens/UFSC. Doutor e Pós-Doutor em Psicologia Social. Interesses de pesquisa: estudos de gênero, teoria feminista e teoria queer, estudos críticos da sexualidade.

Publicado

2026-03-31

Edição

Seção

Ensaios