Articulações entre sustentabilidade afetiva e noções comuns: primeiros traçados

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5935/1984-9044.20200001

Palavras-chave:

sustentabilidade afetiva; noções comuns; alegria.

Resumo

O capitalismo avançado apresenta como seu horizonte uma
existência esvaziada de sentido e dedicada a fomentar exclusivamente
seus valores de acúmulo, posse e acesso. Sua condição de
possibilidade está em produzir corpos tristes e integrados a um
sistema de produção altamente excludente. Parte de suas intervenções
acaba sendo dirigida maciçamente ao entristecer da vida humana e à
destruição daquilo que poderia fortalecê-la de maneira radical: a
natureza. Diante desse quadro, em larga medida festejado por uma
parcela da população que simplesmente aceita adaptar-se a esses
preceitos em nome da segurança e do sucesso, cabe à Psicologia criar
ferramentas conceituais por meio das quais as relações possam ser
compreendidas e, principalmente, experimentadas no cotidiano das
relações sociais. Assim, o presente artigo busca fazer uma
aproximação entre a sustentabilidade afetiva e as noções comuns, a
fim de compreender o difícil momento que atravessamos, atentando para
suas potências de reversão, conexão e alegria.

Biografia do Autor

Sonia Regina Vargas Mansano, Universidade Estadual de Londrina

Psicóloga graduada na Universidade Estadual de Londrina (UEL), mestra, doutora e pós-doutora em Psicologia pela Pontífice Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professora associada na Universidade Estadual de Londrina (UEL). 

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Publicado

2020-10-15

Edição

Seção

Artigos